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História CorAVox

  • Foto do escritor: Dra Beatriz Guntzel
    Dra Beatriz Guntzel
  • 10 de fev.
  • 3 min de leitura

Quando a voz encontra lugar, a vida reorganiza caminhos

Um relato sobre comunicação, valor e pertencimento com o CorAVox.




Ele tinha 38 anos.

Trabalhava fora do Brasil havia alguns anos.

Era competente, confiável, dedicado.

Mas carregava uma sensação persistente de estar sempre aquém, mesmo entregando muito.


Não era falta de capacidade técnica.

Era algo mais sutil.

Algo que aparecia nas reuniões, nas conversas decisivas, nas negociações de valor.

A voz não sustentava quem ele era por dentro.


Ele falava, mas não ocupava.

Argumentava, mas cedia rápido.

Pedia reconhecimento com uma comunicação que, sem perceber, diminuía o próprio lugar.


Quando chegou ao processo terapêutico comigo, o pedido era simples e, ao mesmo tempo, profundo:

“Eu quero ser reconhecido. Quero ganhar o aumento que faz sentido para o que eu entrego. E eu quero poder passar mais tempo com a minha família.”


O que ele não sabia é que o caminho não começaria pela negociação externa.

Começaria pela voz.



O que o Coravox revelou


Iniciamos o processo com a análise pelo Coravox.

Uma tecnologia que não escuta apenas palavras, mas o que existe atrás delas.


A análise mostrou padrões claros.

Um ritmo acelerado quando falava de responsabilidades.

Quedas sutis de intensidade ao falar de desejos pessoais.

Pausas curtas demais, como se não houvesse espaço interno para sustentar o próprio valor.


A voz revelava uma história antiga.

A de um homem que aprendeu a ser funcional, mas não a ocupar.

Que aprendeu a entregar, mas não a pedir.

Que associava pertencimento à adaptação, não à presença.


O relatório não foi um diagnóstico frio.

Foi um espelho.


E, para muitos pacientes, esse é o momento mais delicado.

Quando a alma reconhece algo que sempre esteve ali, mas nunca foi nomeado.



A fonoaudiologia sistêmica entra em cena


A partir da análise do Coravox, iniciamos os encontros terapêuticos.

Trabalhamos com exercícios respiratórios, reorganização da base corporal da fala, leitura emocional e ajustes conscientes na forma de se posicionar verbalmente.


Mas, acima de tudo, trabalhamos com sentido.

Para quem ele falava assim?

De onde vinha esse medo silencioso de sustentar o próprio desejo?

O que a voz estava tentando proteger?


Na fonoaudiologia sistêmica, a comunicação nunca é isolada.

Ela carrega histórias familiares, vínculos, lealdades invisíveis.

E, quando essas histórias são reconhecidas, a voz deixa de carregar pesos que não são seus.


Aos poucos, a fala mudou.

Mais pausa.

Mais sustentação.

Menos explicação excessiva.

Mais clareza.


Não uma voz mais dura.

Uma voz mais inteira.


CorAVox

Quando a comunicação muda, o valor acompanha


O aumento veio.

Não como resultado de uma fala ensaiada, mas de uma presença diferente.


Ele passou a se posicionar com mais clareza nas reuniões.

A dizer o que entregava sem se justificar.

A nomear limites sem culpa.

A sustentar silêncio quando necessário.


E algo importante aconteceu.

O ambiente respondeu.


Pouco tempo depois, ele conseguiu o aumento que vinha buscando há anos.

E, com isso, algo ainda mais simbólico se tornou possível:

ele conseguiu voltar ao Brasil para passar as férias com a família, com presença e tranquilidade.


Não era apenas dinheiro.

Era pertencimento.



O que o Coravox faz de diferente


O Coravox não entrega respostas prontas.

Ele revela padrões que normalmente passam despercebidos.

E, quando esses padrões se tornam conscientes, o trabalho terapêutico ganha precisão, profundidade e direção.


A tecnologia não substitui o processo humano.

Ela o aprofunda.


Nesse caso, ela foi a chave para mostrar que o problema nunca foi falta de competência.

Foi falta de sustentação da própria voz.


Quando a voz encontra lugar, a vida reorganiza caminhos.

Relações mudam.

Decisões se alinham.

E aquilo que parecia distante começa a se aproximar com naturalidade.


Esse é o trabalho do Coravox integrado à fonoaudiologia sistêmica.

Escutar o invisível.

Dar lugar ao que pede passagem.

E permitir que a voz sustente quem a pessoa já é.



Conheça o CorAVox clicando aqui.

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