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Quando a criança tem medo de falar, quase nunca é só sobre fala
Existem crianças que sabem o que querem dizer. Elas pensam, organizam a frase; mas na hora de começar, algo trava. A palavra não sai, o corpo hesita. Vêm os “ahn…”, as interjeições, o olhar inseguro, o medo de errar antes mesmo de tentar. Muitos pais acreditam que isso acontece apenas por timidez ou dificuldade de comunicação. Mas, na prática clínica, percebo que muitas crianças estão vivendo um excesso de tensão interna. Elas sentem demais. Observam demais. Tentam acertar de

Dra Beatriz Guntzel
20 de mai.2 min de leitura


Quando a voz aprende a existir: um caso clínico que será apresentado no IALP Associação Internacional de Ciências da Comunicação e Distúrbios da Comunicação.
Apresentarei na Conferência da IALP esse estudo de caso que ilustra algo que observo com frequência na clínica: dificuldades de comunicação que não se explicam apenas por fatores motores ou estruturais da fala, mas também pela história comunicativa vivida ao longo da vida. A paciente, uma mulher adulta e mãe de dois filhos, procurou atendimento relatando uma queixa aparentemente simples: sentia que não conseguia se fazer ouvir dentro da própria casa. Mesmo quando falava com c

Dra Beatriz Guntzel
17 de mar.2 min de leitura


História CorAVox
Quando a voz encontra lugar, a vida reorganiza caminhos Um relato sobre comunicação, valor e pertencimento com o CorAVox. Ele tinha 38 anos. Trabalhava fora do Brasil havia alguns anos. Era competente, confiável, dedicado. Mas carregava uma sensação persistente de estar sempre aquém, mesmo entregando muito. Não era falta de capacidade técnica. Era algo mais sutil. Algo que aparecia nas reuniões, nas conversas decisivas, nas negociações de valor. A voz não sustentava quem ele

Dra Beatriz Guntzel
10 de fev.3 min de leitura


Mulheres muito fortes e homens muito frágeis: o que está acontecendo com os casais hoje?
Na clínica com casais, um padrão tem aparecido com muita força: mulheres potentes, firmes, decisivas, capazes de sustentar quase tudo sozinhas… e homens que até amam, até tentam, mas parecem frágeis, inseguros e, muitas vezes, incapazes de oferecer a proteção que a mulher pede. Isso não é “drama de casal”. É um fenômeno coletivo. Um retrato do nosso tempo. E quando a gente não compreende esse movimento, é fácil cair em dois extremos perigosos: culpabilizar o homem ou endurece

Dra Beatriz Guntzel
1 de fev.3 min de leitura
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