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Meu filho não fala comigo: por que isso acontece e como reconstruir a conexão

  • Foto do escritor: Dra Beatriz Guntzel
    Dra Beatriz Guntzel
  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura


Por que meu filho não conversa comigo?


Recentemente recebi um depoimento que me tocou profundamente. Uma mãe escreveu:


"Gostaria de agradecer imensamente o tempo que participei das reflexões e exercícios do CoraVox. Tudo me ajudou muito a ouvir a minha voz, a do meu filho e a de todos que me cercam. Percebi o quanto estava me deixando influenciar pelo estresse e controle, fazendo com que eu afastasse meu filho de mim. Hoje ele se sente mais confiante de compartilhar coisas que antes evitava falar."




Ao ler essas palavras, pensei em quantas vezes os pais chegam até mim dizendo: "Meu filho não conversa comigo". Eles acreditam que o problema está no filho, no excesso de telas, na adolescência ou na personalidade mais fechada da criança. Às vezes esses fatores realmente estão presentes, mas nem sempre são a raiz da questão.


Existe algo que costumo observar nos atendimentos: muitos pais estão tentando se conectar com os filhos enquanto carregam níveis altíssimos de estresse, preocupação e necessidade de controle. E isso é compreensível. Quando amamos alguém, queremos protegê-lo. O problema é que, sem perceber, podemos transformar a comunicação em um espaço de correção, cobrança ou monitoramento.


A criança ou o adolescente raramente diz isso de forma explícita. Ele apenas começa a falar menos. Compartilha menos detalhes. Responde apenas o necessário. Aos poucos, a ponte vai ficando mais estreita.


O que me chamou atenção nesse depoimento foi que a mudança não começou no filho. Começou quando essa mãe passou a observar a si mesma. Ela percebeu algo muito corajoso: que o estresse estava ocupando um espaço maior do que ela imaginava dentro da relação.


Quando isso acontece, a nossa escuta muda. Ficamos menos curiosos e mais apressados. Menos disponíveis e mais preocupados. Ouvimos para responder, para corrigir ou para resolver, quando muitas vezes o filho só precisa sentir que existe um lugar seguro para ser ouvido.


Curiosamente, quando os pais transformam a qualidade da própria presença, os filhos costumam responder. Não porque alguém os convenceu a falar, mas porque voltam a sentir segurança para compartilhar.


Talvez por isso a pergunta mais importante não seja: "Por que meu filho não conversa comigo?". Talvez a pergunta seja: "Como meu filho se sente quando conversa comigo?".


Essa pergunta tem o poder de abrir portas que muitas tentativas de diálogo não conseguem abrir.


O CoraVox nasceu justamente dessa observação. Muitas vezes o desafio não está apenas nas palavras ditas, mas nos padrões invisíveis da comunicação que se repetem dentro da família. Quando aprendemos a enxergá-los, algo começa a mudar. E, frequentemente, a voz que parecia distante encontra novamente o caminho de volta para casa.


Quer descobrir o que sua comunicação pode estar revelando sobre a relação com seu filho?


Faça aqui o teste inicial do CorAVox e comece a enxergar aquilo que, muitas vezes, passa despercebido no dia a dia.




 
 
 

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